Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Fotógrafa de Umuarama registra nuvens com formato e coloração inusitados

As fotografias foram feitas no fim da tarde desta segunda-feira

Fotos: Mayara Cristina
Fotógrafa de Umuarama registra nuvens com formato e coloração inusitados
Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 16 de outubro de 2023 às 21h23 - Modificado em 20 de maio de 2025 às 23h15

O fim da tarde desta segunda-feira (16) rendeu registros inusitados para a fotógrafa Mayara Cristina, moradora de Umuarama. Ela conseguiu captar nuvens pileus iridescentes, conforme a orientou o colega Asaff Saab de Souza.

Em conversa com OBemdito, Mayara disse que o registrou foi feito quando ela chegou em casa do trabalho. “Desci do carro olhando o céu e já peguei a câmera”, contou. A fotógrafa ainda comentou que viu uma nuvem semelhante há muitos anos. “Mas não com iridescência, só laranja do pôr do sol”.

O QUE SÃO NUVENS IRIDESCENTES?

De acordo com o site MetSul, as nuvens iridescentes são coloridas e passam por um processo diferenciado. “Trata-se de um fenômeno relativamente raro em nuvens, conhecido como iridescência, e pode trazer cores incomuns vividamente ou até mesmo todo um espectro de cores simultaneamente”.

A informação segue: “Quando o sol está na posição correta e, normalmente, escondido da visão direta, tais nuvens podem ser vistas difratando significativamente a luz do sol de uma maneira quase coerente, com cores diferentes sendo desviadas por diferentes quantidades”, informa o site.

O MetSul ainda explica que “são nuvens como quaisquer outras. Muitas nuvens começam com regiões uniformes que podem mostrar iridescência, mas rapidamente se tornam muito espessas, muito misturadas ou muito angularmente distantes do Sol para exibir cores impressionantes. Com efeito, não se trata de um tipo particular de nuvem que seja diferente das demais. São apenas nuvens como quaisquer outras que passam por um processo de iridescência”.

De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, o fenômeno ocorre, sobretudo, a partir da difração da luz solar em nuvens altas formadas por cristais de gelo em altitudes ao redor de 10 mil metros de altitude. Estas nuvens são muito comuns, mas a iridescência não é tão frequente de ocorrer. Apesar das cores, o fenômeno não é um arco-íris que se dá com um processo óptico distinto e a partir de precipitação na atmosfera. Confira mais informações no site MetSul. Clique aqui.

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